Traumatismo crânio-encefálico

A situação da lesão encefálica (cérebro) relativamente à sua localização pode ser uni ou bilateral e acompanhada ou não de ferida e/ou fractura do crânio homolateral ou contralateral. Qualquer acidente em que haja uma pancada no crânio pode ter como conseuquência uma lesão deste tipo.

Um traumatismo crânio-encefálico é provocado por uma violência externa que origina lesões a nível do encéfalo, que podem ter consequências neurológicas graves ou provocar a morte por destruição de zonas vitais.

Sinais e Sintomas

Podem não se revelar logo após o acidente, sendo, no entanto, importantes as primeiras 72 horas após a sua ocorrência.

  • Dores de cabeça
  • Alterações da consciência
  • Diminuição da lucidez
  • Alterações do equilíbrio
  • Sonolência
  • Alterações do comportamento
  • Náuseas/vómitos (estes podem ser em jacto quando há hipertensão intracraniana resultante, por exemplo, de hemorragia intracraniana)
  • Hemorragias externas ou internas (no caso de haver hemorragias internas, o sangue pode sair pelo nariz ou pelo ouvido. Estas hemorragias nunca deve ser estancadas ou tamponadas)
  • Saída de líquido cefalorraquidiano pelo nariz ou pelo ouvido (verifica-se que há lesão meníngea. Este líquido é cristalino, dando uma coloração esbatida ao sangue)
  • Alteração do diâmetro pupilar (a pupila mais dilatada é sempre a do lado da lesão encefálica, que pode ou não coincidir com o lado da pancada). Trata-se de uma lesão num dos hemisférios do cérebro
  • Perda de sensibilidade ou paralisia do corpo do lado contrário à lesão encefálica, abaixo do pescoço
  • Máscara equimótica
  • Nódoa negra atrás da orelha (trata-se de um traumatismo debaixo do crânio)

Exemplo do quotidiano:

“Dê-me as mãos e aperte!” Se demorar (cansaço, perda de sensibilidade) tem fractura

Primeiro Socorro

  • Rigoroso exame geral da vítima
  • Se houver ferida, colocar penso e cobertura
  • Se houver fractura, proteger a zona com uma rodilha e cobertura
  • Não dar nada a beber
  • Prevenir o choque
  • Colocar a vítima de acordo com o seu grau de consciência
  • Vigiar as funções vitais
  • Promover o transporte ao hospital
  • Não controlar possíveis hemorragias internas (pois se o fizermos, o sangue não tem por onde sair do cérebro e este pode não aguentar a pressão)

~ por Fran em Outubro 18, 2008.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: