Exame geral da vítima

EXAME PRIMÁRIO

» Avaliação do grau de consciência

O socorrista deve iniciar a sua abordagem pela determinação do grau de consciência, identificando as vítimas inconscientes e conscientes. Nas vítimas conscientes deverá avaliar o grau de lucidez/obnubilação/desorientação temporal e espacial. Na avaliação do grau de consciência deve, simultaneamente:

1. Abanar levemente a vítima, ao nível dos ombros

2. Manter-se próximo, estabelecendo contacto físico

3. Utilizar uma voz clara, concisa e pausada e identificar-se pessoalmente

4. Estabelecer comunicação com a vítima, questionando-a: “Está a ouvir-me?” “Está a sentir-se bem?” “Sabe onde está?” “Como se chama?” “Que dia é hoje?” “Que horas são?”

5. Aguardar pelas respostas

6. Após a identificação da vítima, chamá-la frequentemente pelo nome.

7. Tentar confortar, acalmar e colaborar com a vítima.

A relação estabelecida entre a vítima e o socorrista é primordial para o sucesso do primeiro socorro.

» Avaliação da função ventilatória

O socorrista deve VER (os movimentos do tórax e abdómen), OUVIR (o ar a entrar e a sair das vias aéreas) e SENTIR (o ar expirado da vítima), encostando a sua face ao nariz e boca da vítima.

No caso da vítima estar a ventilar, o socorrista deve avaliar a sua frequência (nº de ciclos ventilatórios/minuto), amplitude (superficial ou profunda) e ritmo (regular ou irregular).

» Avaliação da função circulatória

Quando existe função ventilatória eficaz, o socorrista deve confirmar a existência de pulsação arterial pesquisando-a ao nível do pescoço, na artéria carótida (para adultos e crianças), ou ao nível do braço, na artéria umeral (apra bebés), utilizando o dedo indicador e o médio (nunca o polegar pois este tem pulsação própria). No caso de haver pulsação arterial, o socorrista deve avaliar a sua frequência (nº de batimentos/minuto), amplitude (fraca ou forte), ritmo (regular ou irregular) e simetria (bilateralidade).

EXAME SECUNDÁRIO

» Observação da face (pesquisa de sinais)

Pele

  • Temperatura (normal, quente ou fria)
  • Grau de humidade (normal, seca ou com suores)
  • Coloração (normal, congestionada/avermelhada, pálida ou cianosada/arroxeada)

Pupilas

  • Diâmetro (normais, dilatadas ou contraídas)
  • Simetria (comparação dos diâmetros)
  • Reacção à luz (presente ou ausente)

Pesquisa possíveis de hemorragias nos orifícios naturais

  • Traumatismo craniano (saída de sangue e/ou líquido cefalorraquidiano pelos ouvidos e/ou nariz)
  • Traumatismo facial (ferida normal)

» Observação do corpo (sempre no sentido da cabeça para os membros inferiores)

Pesquisa detalhada através da palpação e observação, procurando encontrar outras situações como feridas, fracturas e outros traumatismos.

» Interrogatório da vítima (pesquisa de sintomas)

Se o grau de consciência o permitir, o socorrista deve ainda pesquisar sintomas de modo a confirmar ou desmentir suspeitas anteriores.

» Interrogatório das testemunhas

Este interrogatório torna-se muitas vezes indispensável sobretudo nas situações em que a vítima se encontra inconsciente.

~ por Fran em Novembro 19, 2008.

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