Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida

As estatísticas revelam um paradoxo aparente: a geração que nasceu num mundo com VIH (vírus da imunodeficiência humana), acesso à Internet e informação sobre sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis é também das mais atingidas e a que coloca o país em segundo lugar na tabela dos europeus com a maior taxa de mães adolescentes. O problema pode estar na qualidade da informação e na ideia de que a multiplicação de sensações a que os jovens estão sujeitos pode descartar o conhecimento científico e a pedagogia.

Em todo o Mundo, morre uma pessoa com SIDA em cada 10 segundos.

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infectada. A transmissão pode acontecer de três formas: relações sexuais, através do sémen e dos fluidos vaginais nas relações sexuais; por contacto sanguíneo; de mãe para filho, durante a gravidez ou o parto e pela amamentação.

O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. Também podem surgir alguns tipos de tumores (cancros).

Entre essas doenças, encontram-se a tuberculose; a pneumonia por Pneumocystis carinii; a candidose, que pode causar infecções na garganta e na vagina; o citomegalovirus um vírus que afecta os olhos e os intestinos; a toxoplasmose que pode causar lesões graves no cérebro; a criptosporidiose, uma doença intestinal; o sarcoma de Kaposi, uma forma de cancro que provoca o aparecimento de pequenos tumores na pele em várias zonas do corpo e pode, também, afectar o sistema gastrointestinal e os pulmões.

A SIDA provoca ainda perturbações como perda de peso, tumores no cérebro e outros problemas de saúde que, sem tratamento, podem levar à morte. Esta síndrome manifesta-se e evolui de modo diferente de pessoa para pessoa.

A SIDA não se transmite com um abraço mas o amor sim.

Fases do VIH

A infecção com o VIH caracteriza-se por quatro fases diferentes. Ocorre primeiro o período de infecção aguda, até quatro semanas após o contágio e no qual o seropositivo é afectado por diversos sintomas pouco característicos, semelhantes aos de uma gripe, e cuja causa, normalmente, passa despercebida a doentes e médicos.

Segue-se um período que pode durar dez a 15 anos (em alguns casos mais em outros menos), no qual, embora o vírus se continue a multiplicar, o seropositivo não apresenta quaisquer sintomas. Nesta fase, apesar de o vírus continuar a matar as células CD4, o organismo consegue repor quase a mesma quantidade de células que são destruídas diariamente.

A terceira fase da doença, em que o organismo já não consegue repor completamente a quantidade de células CD4 destruídas pelo vírus, caracteriza-se por uma imunodepressão moderada, com sintomas e sinais associados. Emagrecimento, suores nocturnos, diarreia prolongada e febre, são alguns dos exemplos de manifestações clínicas nesta fase de evolução da infecção.

A quarta fase, em que o seropositivo passa a ter SIDA, ocorre quando a contagem de células CD4 se torna muito baixa ou quando a pessoa é afectada por outra doença indicadora de um estado de imunodeficiência grave.

Há 1000 maneiras de amar e apenas 1 de se proteger.

Perguntas mais frequentes

» Quem tem um teste positivo tem sida?

Ter um teste positivo para o VIH significa que se tem a infecção por este vírus. Quando uma pessoa com o teste positivo já teve ou tem determinadas manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores – então, já tem SIDA. SIDA significa Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida. É um conjunto de sinais e sintomas bem definidos que surgem em indivíduos com a infecção pelo VIH.

» Quais os sintomas do VIH?

Quando se adquire a infecção pelo VIH pode não se ter qualquer sintoma ou, então, ter um quadro febril tipo gripal. Em seguida, o doente fica sem sintomas durante um período variável que pode ser de anos, em média de 8 a 10 anos, sentindo-se bem. Nesta fase, como em todas as fases da infecção, existe possibilidade de transmissão da doença a outras pessoas.
Após este período assintomático, surge a fase sintomática da infecção em que o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indicativos da existência de uma diminuição das defesas do organismo. O doente pode referir cansaço não habitual, perda de peso, suores nocturnos, falta de apetite, diarreia, queda de cabelo, pele seca e descamativa, entre outros sintomas. Podem surgir algumas manifestações oportunistas como a candidose oral (infecção da boca por fungos), candidoses vaginais de repetição, um episódio de herpes zoster (“zona”), episódios de herpes simples de repetição (oral ou genital), etc. Mais tarde podem surgir infecções graves, como tuberculose, pneumonia, meningite, entre outras manifestações oportunistas possíveis e indicadoras de uma grave imunodepressão (diminuição acentuada das defesas do organismo humano).

» De que forma se transmite a infecção da mulher para o homem durante as relações sexuais?

As secreções vaginais contêm vírus. O contacto do pénis, nomeadamente da glande, com estas secreções infectadas, durante a relação sexual, é a forma de transmissão da infecção da mulher infectada para o homem.

» As mulheres têm maior probabilidade de adquirir a infecção do que os homens durante as relações sexuais vaginais?

Sim. Durante a relação sexual existe sempre um certo grau de traumatismo e aumento da irrigação sanguínea local. A área de exposição às secreções infectadas na mulher é maior do que no homem (a área da mucosa da vagina é superior à área da glande do pénis). Por outro lado, a quantidade de vírus que existe no sémen resultante de uma ejaculação é superior à quantidade de vírus existente nas secreções vaginais durante uma relação sexual.

» Duas pessoas seropositivas podem deixar de usar preservativo?

O uso de preservativo é essencial mesmo quando as duas pessoas são seropositivas. Se não usarem preservativo, de cada vez que tiverem uma relação sexual estão a reinfectar-se mutuamente o que pode piorar ou acelerar a evolução da doença de cada um.
Por outro lado, os vírus de cada um podem ser diferentes, nomeadamente no que diz respeito à sensibilidade e resistência aos medicamentos anti-retrovíricos. Não utilizando preservativo, corre-se o risco de adquirir um vírus com resistência aos anti-retrovíricos e comprometer, assim, o sucesso do tratamento.

» Porque é que o sexo anal envolve maior risco de contágio?

Durante uma relação sexual anal existe um maior grau de traumatismo do que durante uma relação sexual vaginal. Existe maior probabilidade de ocorrência de pequeníssimas lesões (feridas) na mucosa anal que facilitam o contágio e ocorrência de infecção.

» Sexo oral é uma forma de contágio e porquê?

A quantidade de vírus existente na saliva é pouco significativa. Não existe risco de aquisição da infecção através do beijo. No entanto quando a saliva está contaminada com sangue e existe contacto desta saliva com a mucosa genital, existe uma probabilidade, ainda que pequena de contágio. Se existir contacto da mucosa da boca com secreções vaginais ou sémen infectados, também existe probabilidade de infecção.

in Roche Portugal

~ por Fran em Dezembro 1, 2008.

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