Estroncar sagacidade

São cinco da tarde, ou cinco da manhã, ou uma outra hora qualquer que não me diz absolutamente nada. Estou parado e espero por algo que não vai acontecer. Perdi a conta aos dias que espero e a minha fome cresce exponencialmente e continuamente, não me larga a sensação de que venha o que vier a insatisfação vai continuar. É minha, sou eu em ar sólido e afinco, estava predestinado. Exijo que me satisfaçam. Exijo que se dêem. Exijo que se soltem. Exijo que me tomem.

São cinco da manhã e nada acontece…

Passo em revista a minha vida e o que vejo nela é como o dia que me oprime e me aflige. Vejo-me criança contente de nada, adolescente aspirando a tudo, viril sem alegria nem aspiração. E tudo isto se passou na moleza e no embaciado, como o dia que mo faz ver ou lembrar.

Qual de nós pode, voltando-se no caminho onde não há regresso, dizer que o seguiu como o devia ter seguido?

~ por Fran em Março 15, 2009.

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