Nas ondas do mar

Quando tudo parece ter naufragado, surge aquele olhar adiado distante de tudo, presente em nada e edificado em coisa nenhuma. São as noites que não adormecem, são os dias que não amanhecem… esse teu nome que está preso em mim… Perguntas ao vento essa dor que sentes e que teima em não sarar. Deixaste de sorrir, pela mentira, pela indecisão e pela perda de tempo que deixaste fugir.

Precisa de ajuda e eu vou em seu socorro.

Há dias em que tudo o que sentimos já foi escrito mas olhar para ela foi como que uma borracha a apagar tudo o que para trás ficou. Todo esse tempo perdido. Foi esquecer todas as músicas, todos os poemas e todas as tentativas de disfarce. Foi nem sequer querer saber o seu nome.

Precisas de ajuda?

E o seu olhar afincou-se em mim. De olhos esverdeados e mais fortes que os meus. Será possível? É sardenta. Tem sotaque? Foi como um turbilhão de emoções que se fixou em mim, descendo pelo único caminho e único destino. Esmaecer o que nos dá força e nos mantém vivos. Tão doloroso mas gratificante.

Sim, obrigada!

Longe de todos, não pensei em mais nada. Ajudei-nos mas a luz desligou-se. “Ainda bem que aqui estamos” – sussurrara-me.

~ por Fran em Abril 2, 2009.

3 Respostas to “Nas ondas do mar”

  1. Wow

  2. Fran, esta imagem que foste buscar é do lost ou não? em que o avião explode no ar… ? Abraço ;).

  3. Sabes, momento brutal :)

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