
No campo, sentada, à espera com todo o tempo do mundo, sente o silêncio voltar. Nesse prado, forjado com plantas forraginosas, cheio de herbáceas que assobiam ao som do vento que vem na sua direcção. Ao tocá-las sente a sua delicadeza, sente a sua elegância e a sua tenra idade, a infância. Em tons de sépia, nada muda. As emoções são as mesmas, a sua companhia continua inigualável a qualquer outra e o sangue percorre-lhe o corpo com a mesma velocidade. Contudo, sente as suas arritmias mais estonteantes. Essas não desaparecem e estão cada vez mais petulantes. «Estará na hora?» questiona-se. Ou será a cura que apraz a sua companhia ou será a companhia que apraz a sua cura? – Acalentara o escritor…
Em pleno momento ocioso, a reflexão está em sintonia e ambos concordam com uma coisa: “no campo o tempo é longo, lento e fogoso, ao contrário do tempo da cidade que mal nos deixa respirar”. O escritor, intrometediço: «estão a falar do tempo ou de vocês os dois?». Tanto faz. Os sentimentos são muito rápidos e convém aproveitá-los ao máximo, no momento. Temos a sorte de nos exprimir livremente e ao mesmo tempo comunicar com quem nos pinta, mesmo em tons de sépia.


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